Não importa o tamanho da sua empresa, comunicação interna faz toda a diferença para o sucesso do seu negócio. Esse modelo de comunicação permite que informações institucionais cheguem de maneira uniforme a todos os colaboradores. Ela tem o objetivo de transmitir e compartilhar recados, materiais e notícias internas, além de alinhar as atividades dos profissionais à cultura da empresa. Assim, a comunicação interna garante que todos trabalhem com o mesmo posicionamento em seus projetos e iniciativas profissionais.
Contudo, para a comunicação interna possibilitar que toda a empresa trabalhe de forma integrada, promova maior produtividade, engajamento e resultados, é necessário que as mensagens transmitidas sejam acessíveis a todos, incluindo os colaboradores PcDs (Pessoa com Deficiência).
Transformação do mercado de trabalho e da comunicação
Criada em 1991, a
Lei de Cotas (Lei 8.213/91) define a base de cálculo que incentiva a contratação de uma cota de PcD. O número mínimo de pessoas com deficiência depende da totalidade de empregados de cada empresa. Assim, a cota de PcD deve ser preenchida da seguinte forma: até 200 empregados, 2%; de 201 a 500, 3%; 501 a 1.000, 4%; de 1.001 em diante, 5%.
O último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizado em 2010, indica que o existem mais de 45 milhões brasileiros que se encaixam no perfil PcD. Outra informação importante é que, segundo a ONU, pessoas com deficiência física ou cognitiva têm direito ao trabalho de sua escolha, além de aceitação, acessibilidade, inclusão e igualdade com o coletivo.
PcDs
Entretanto, nem sempre foi assim. Em um passado recente, as pessoas com deficiência faziam parte de um grupo isolado e com menos oportunidades comparado aos dias de hoje. As empresas, muitas vezes, não os consideravam cidadãos ativos e capazes de ingressar ao mercado de trabalho. Mas, atualmente, a realidade é outra e precisamos estar dispostos e preparados para melhorar, cada vez mais, esse cenário.
A transformação está aí. Cada vez mais PcDs estão frequentando escolas, universidades e, sucessivamente, o mercado de trabalho. A sociedade tem a tendência de deixar o capacitismo de lado e entender o quanto a acessibilidade é importante para quebrar barreiras físicas e, porque não, de comunicação.
Assim, o mercado já entendeu que não se trata de uma população pequena e que são potenciais consumidores de diversos produtos e conteúdos. Nas mídias sociais, por exemplo, as legendas em vídeos já ganharam espaço, muitos influencers estão atentos a usar o E no lugar no do X em termos inclusivos, como, na palavra TODOS ou TODAS, TODES ao invés de TODXS, para facilitar a leitura de mecanismos tecnológicos para deficientes visuais. Até mesmo as imagens estão se tornando acessíveis, como no
Instagram da folha de São Paulo, no espaço da legenda, #Pracegover.

(REPRODUÇÃO/ INSTAGRAM FOLHA DE SÃO PAULO)
Mas, e quando o assunto é comunicação interna?
Vamos para as dicas? Nós preparamos 4 dicas para melhorar a comunicação interna das empresas e fazer desses ambientes espaços mais inclusivos e acessíveis aos colaboradores.
1.Priorize a linguagem direta
Ter uma linguagem direta é primordial para qualquer pessoa compreender a mensagem que é passada. Essa lição é básica para alcançar todo tipo de público, incluindo PcDs. Portanto, toda fala deve ser redigida de forma simples e direta para facilitar a leitura principalmente daqueles que possuem dislexia.
2. Palestras com tradutor de libras e acesso facilitado
Palestras, reuniões e conferências são atividades de rotina na maior parte das empresas. É por isso que todos os colaboradores devem entender o que é passado nessas eventualidades e ter a oportunidade de chegarem facilmente ao ambiente escolhido. Portanto, pense em todos os detalhes e em todos que irão participar antes da convocação dos colaboradores e escolha do espaço.
(REPRODUÇÃO/FREEPIK)
3. Atenção com as cores
Projetos gráficos e novos elementos visuais são recebidos com muito entusiasmo nas empresas. Entretanto, o cuidado com a escolha de cores deve ganhar mais um elemento,: o afastamento de tudo que tenha muito contraste. Essa dica facilita a vida de quem tem daltonismo, ou seja, a pessoa que não reconhece ou diferencia certas cores. Na dúvida, opte por cores neutras e evite muitos contrastes, principalmente, em textos. Evite, por exemplo, uma fonte totalmente preta em fundo branco.
4. Coloque em seus materiais textos alternativos
O suporte de um texto alternativo é interessante para um colaborador cego ou com baixa visão. Dessa forma, ele pode usar o software leitor de tela de costume para entender o que é mostrado em alguma imagem específica. Um bom exemplo é inserir um texto alternativo para suporte quando for encaminhar um e-mail marketing interno ou na apresentação de um slide.
Para tanto, é necessária muita pesquisa e profissionais preparados para entender a necessidade de cada empresa e de seus colaboradores. Um profissional de comunicação de qualidade está pronto para atender a singularidade de cada um.
Sendo assim, a
empresa que possui o serviço de comunicação interna está preparada para cuidar de todos os detalhes e fazer bonito na inclusão de todos.
Faça um teste e veja como a comunicação interna acessível pode deixar o ambiente mais feliz.