Você sabe qual a importância de uma marca estar presente nas mídias sociais, como Facebook, Instagram e LinkedIn? Se a sua resposta é apenas para divulgação de produtos, errou.
Hoje, as mídias tornaram-se não só o cartão de visita, mas, também, o espaço de maior interação com clientes, ambiente de prospecção e, principalmente, lugar de se posicionar durante as crises. Ou seja, ela é a porta de entrada ou de saída do seu público.
Mas, crise?
Sim, você entendeu certo. As mídias sociais são ambientes virtuais que refletem e repercutem com uma velocidade imensurável o que acontece no mundo físico. Contudo, o digital também cria os seus próprios acontecimentos. Por isso, para uma empresa, o gerenciamento de mídias deve ser tão intenso quanto o financeiro, por exemplo, já que é ali que tudo se propaga.
Assim, se tudo que está ali reverbera de maneira mais intensa, os problemas também estão inclusos nessa. É de maneira rápida e avassaladora que as crises nas mídias sociais ganham força.
Toda crise tem solução
Por mais que pareça que está tudo acabado para sua empresa quando está se vivendo maus momentos,
tudo pode ser solucionado. Entretanto, para isso, o motivo alvo das retaliações deve estar com a ação reversiva preparada. Afinal de contas, os usuários passam, em média, cerva de 3 horas e 40 minutos utilizando aplicativos todos os dias. O público demanda de explicações e posicionamentos o tempo todo.
Sendo assim, a importância de ter um profissional de comunicação preparado trabalhando no ambiente virtual é grande. Quanto mais a empresa mostrar o ponto de vista sobre assuntos que estão em alta e solucionar problemas quase que instantaneamente, maior será a divulgação de produtos e serviços de forma espontânea.
Vamos conhecer alguns exemplos de bons e maus gerenciamento de mídia.
Deu bom!
A Catuaba Selvagem, bebida alcoólica popular no Brasil, já passou por momentos delicados quando a assunto é mídia social. Tudo começou após um vídeo publicado por João Marcos de Oliveira, o Youtuber uJoãozinho. No episódio, o Youtuber gravou o que dizia ser larvas dentro da garrafa de bebida. A repercussão do caso logo chegou à empresa de bebida.
Não demorou muito para a Catuaba Selvagem pensar na solução. Rapidamente começaram a organizar um vídeo explicando que tudo não passou de um engano. As larvas, na verdade, eram pedaços de açaí, produto principal da bebida.
No entanto, para o vídeo explicativo fazer tanto sucesso quanto ao que deu início a crise, o Youtuber foi convidado para conhecer o processo de fabricação e postar o conteúdo em seu canal. Por fim, tudo acabou bem.
Outro exemplo recente que deu certo foi o posicionamento das marcas patrocinadoras do BBB21, reality show da emissora Globo. Na atual edição do programa, estão acontecendo diversos problemas com falas de participantes, como violência psicológica e críticas duras ao uso de maquiagem por homens.
No caso das falas de homens não poderem usar maquiagem, a patrocinadora Avon se pronunciou. Preocupada com o
cancelamento nas mídias, Daniel Silveira, presidente da Avon Brasil, deu uma
entrevista para a revista Exame maquiado. Na oportunidade, frisou que maquiagem é pra quem quiser usar.
Daniel Silveira - CEO Avon. Foto: Leandro Fonseca.
Já quando o assunto foi violência psicológica, uma participante foi duramente criticada pelo público. Entretanto, para o azar da Coca-Cola, a mesma participante foi a ganhadora de uma prova realizada pela marca. As mídias logo se manifestaram com promessas de usuários que jamais beberiam o refrigerante após o episódio.
Contudo, a marca se manifestou prontamente e entrou na brincadeira. Assim, deixou claro que o resultado também não agradou a empresa. A partir daí, tudo virou “meme”.
Deu ruim!
Toda via, nem tudo são flores entre as empresas que estão nas mídias. A demora para a rede de supermercados Carrefour se posicionar por três crimes recentes que aconteceram dentro de suas lojas foi grande. Conforme os crimes foram acontecendo, o público cobrou pela demissão de funcionários que assassinaram dois homens negros e um cachorro nas dependências da empresa.
Além disso, o público pedia explicações e ações em prol das causas raciais e animal. Mas o posicionamento demorou à chegar e, com isso, o boicote da marca foi realizado em massa.
A Nubank, banco que está sempre renovando o setor, também já se deu mal pela demora no posicionamento do caso de racismo que envolveu a empresa. A cofundadora, Cristina Junqueira, em entrevista, disse uma frase racista que, logo, ganhou o ambiente virtual. O banco não foi ágil nas respostas nem nas ações para se redimir. Sendo assim, o caso rendeu alguns cancelamentos de contas.
Viu como é necessário ir além da publicação de produtos?
Conhecer o mercado e o seu público é uma ação chave para não fazer feio nas mídias sociais. No entanto, saber como levantar a imagem da sua marca em momentos de crise não é simples. Procure sempre uma
agência de comunicação responsável e capaz de traçar estratégias eficientes para crises.